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Any time at All

Outubro 26, 2009

O Presente não Existe

Não é extraordinário pensar que dos três tempos em que dividimos o tempo – o passado, o presente e o futuro -, o mais difícil, o mais inapreensível, seja o presente? O presente é tão incompreensível como o ponto, pois, se o imaginarmos em extensão, não existe; temos que imaginar que o presente aparente viria a ser um pouco o passado e um pouco o futuro. Ou seja, sentimos a passagem do tempo. Quando me refiro à passagem do tempo, falo de uma coisa que todos nós sentimos. Se falo do presente, pelo contrário, estarei falando de uma entidade abstracta. O presente não é um dado imediato da consciência.

Sentimo-nos deslizar pelo tempo, isto é, podemos pensar que passamos do futuro para o passado, ou do passado para o futuro, mas não há um momento em que possamos dizer ao tempo: «Detém-te! És tão belo…!», como dizia Goethe. O presente não se detém. Não poderíamos imaginar um presente puro; seria nulo. O presente contém sempre uma partícula de passado e uma partícula de futuro, e parece que isso é necessário ao tempo.

Jorge Luís Borges, in ‘Ensaio: O Tempo’

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The magical mystery tour is waiting to take you away

Outubro 21, 2009

O Segredo dos Seres e do Mundo
Sentia-me à vontade em tudo, isso é verdade, mas ao mesmo tempo nada me satisfazia. Cada alegria fazia-me desejar outra. Ia de festa em festa. Acontecia-me dançar noites a fio, cada vez mais louco com os seres e com a vida. Por vezes, já bastante tarde, nessas noites em que a dança, o álcool leve, o meu desenfreamento, o violento abandono de cada qual, me lançavam para um arroubo ao mesmo tempo lasso e pleno, parecia-me, no extremo da fadiga e no lapso de um segundo, compreender, enfim, o segredo dos seres e do mundo. Mas a fadiga desaparecia no dia seguinte e, com ela, o segredo; e eu atirava-me outra vez.
Albert Camus, in “A Queda”
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Look for the girl with the sun in her eyes, and she’s gone Lucy in the sky with diamonds

Outubro 21, 2009

Flávia Suassuna

Neste mundão pragmático e materialista, é bom ouvir falar da arte como acervo viável para o compreender e o estar no mundo. Não é para todo mundo o entendimento dessa ferramenta irrenunciável e substantiva para lidar com a pluralidade e a singularidade, ao mesmo tempo – tarefa que nosso tempo simplificador e uniformizador parece ter desistido de cumprir.

http://fsuassuna.blogspot.com/2009/09/segunda-de-primeira.html

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Bookends

Outubro 6, 2009

Time it was and what a time it was it was,
A time of innocence a time of confidences.

Long ago it must be, I have a photograph
Preserve your memories, theyre all thats left you

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Just Breathe

Setembro 28, 2009

Que tal essa idéia ? Vamos escrever as canções antes de nós as gravarmos. Foi isso que o Pearl Jam fez no novo álbum recém lançado em 20 de setembro de 2009. Quanto a seus significados o próprio Eddie confessa que as canções não possuem apenas um  significado, não necessariamente significam isso ou aquilo, elas simplesmente não precisam ter um sentido hérmetico, fechado
em si mesmo.

Não havia nenhuma antecipação do que seria feito até início das faixas. Apenas cada pedaço foi sendo colocado e acontecendo essa estranha quimica que se manifesta no álbum.

Mike McCready explica o título do disco. “Backspacer’ é uma referência à tecla das antigas máquinas de escrever. Tem a ver com voltar, olhar para trás e ver a sua vida em retrospectiva.” Afinal de contas, as máquinas de escrever de antigamente possuíam nos anos 40 ou 30 a palavra backspacer em vez de Backspace.

Atualmente nem mais isso tem, apenas uma seta indicando pra esquerda. Simplesmente delete e não olhe para seu erro, esqueça dele. Mas, na máquina de escrever com backspacer, a pessoa tinha que perceber o seu erro.

Neste álbum há uma disposição retrospectiva do que foi gravado, onde o Eddie está olhando tanto para seu passado, como para seu presente.

1. Gonna See My Friends
(Vedder)

Do you want to hear something sad?
we are but victims of desire
I’m gonna shake this day
I wanna shake this day before I retire

Fugindo a regra o Pearl Jam fez um álbum alegre. Afinal de contas, o Bush, já não está mais no poder. Gonna See my Friends poderia ser uma dessas músicas inspiradas no ex-presidente… Afinal de contas, Bush os inspirou em excelentes músicas e pelo menos 2 discos. A música que abre o álbum é contagiante, seu solo inicial no melhor estilo Beach Boys lembra a aura surfista bem tropical de Wipe Out.

Sem falar, que é um claro indício da passagem de uma fase angustiante do Pearl Jam. Como diz a última estrofe vamos agitar este dia antes que eu me aposente. Como disse o Eddie: “As vezes quando você fica velho procura-se o focu para manter sua vitalidade”. Há uma clara prova que é possível manter a energia de anos atrás.

2.  Got Some
(Vedder, Ament)

Every night with the lights out, where you gone?
What’s wrong
Overtime you can try but can’t turn on your rock song

Got some if you need it

A música com um groove new wave dos anos 80. Eddie a chama “Drug Song”. Mas foi feita pensando sobre ir ver um amigo que está com o vício das drogas, mas se descobre que o traficante está vendendo uma ótima música de rock. Sua entrada é com um solo ao melhor estilo do Mike, contudo o que dá o tom da música é a bateria do Matt, soando mais forte.

3 The Fixer
(Vedder, McCready, Gossard, Cameron)

When something’s dark, lemme shed a little light on it
When something’s cold, lemme put a little fire on it
If something’s old, I wanna put a little shine on it
When something’s gone, I wanna fight to get it back again

When something’s broke, I wanna put a bit of fixing on it
If something’s bored, I wanna put a bit exciting on it
When something’s low, I wanna a little high on it
When something’s lost, I wanna fight to get it back again

A canção da esperança do Pearl jam. Inspirada em pessoas que sempre querem melhorar algo. Serviu de inspiração para todo o álbum. Segundo Stone a canção mostra como a banda trabalha e como conseguir lidar com as contribuições de todo mundo. Se coloca toda a fé em Eddie o diretor artistico da banda que termina por organizar todas as colaborações.

EU confesso que demorei a me acostusmar com essa música. Apesar, de ser o primeiro single achei estranho, diferente de tudo que o Pearl Jam vinha fazendo. Como também, não gostei do Yeah Yeah em seu refrão. Entretanto, Pearl Jam é Pearl Jam e hoje é um hit que eu adoro, com suas guitarras e o próprio ímpeto que a banda dedica a essa canção.

Comentários sobre a música:

The fixer é um grande exemplo. Você ouve sobre a personalidade do Eddie na letra e assim consegue ter uma visão, que muita gente não tem dele, tanto quanto otimista e divertida letra e melodia.

“We used to think with music that we could save the  world, but now we’re old enough and wise enough to know that all we can change is our community.”

“It can feel like a curse, because it makes you push yourself to make things better and not allow them to be easy. That’s how you get the good stuff.”

4 Johnny Guitar
(Vedder, Gossard, Cameron)

I hide my disappointment
Cause for years i had been hoping
That when she came,
She’d be coming just for me

Outra canção que mostra bem o desejo de Esperança que foi tomado o Pearl Jam. Sem dúvida há uma ironia, pois apenas dizer que as coisas virão com o seu tempo, ou “tudo ao seu tempo” é simplesmente nomear o tempo como diria Martin Heidegger.

Acredito que a ironia está no final, pois esconder os desapontamentos acreditando na esperança e quando esta chega ser unicamente por causa de quem acreditava é díficil de crer. Gosto muiiiiito do seu refrão e da parte final me deu a idéia de colocar as coisas em perspectivas.

Vedder was inspired to write the lyrics for “Johnny Guitar” after viewing a collage of album covers that is pasted on the bathroom wall of the band’s rehearsal space. He noticed the album cover for Johnny “Guitar” Watson’s 1979 album, What the Hell Is This?, and imagined a man who becomes attracted to one of the various women on the cover and then wonders why this woman would rather be one of Watson’s many girlfriends instead of his only one.

5 Just Breathe
(Vedder)

Yes I understand that every life must end, aw huh
As we sit alone, I know someday we must go, aw huh
I’m a lucky man to count on both hands
The ones I love..

Some folks just have one,
Others they got none, aw huh..

Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see..
No one know this more than me
As I come clean

Pronto, neste momento começa as três faixas que dão personalidade ao BackSpacer. Mesmo reconhecendo The Fixer como inspiradora, essas três canções colocadas nesta ordem fazem do BackSpacer um albúm com presença suficiente para dizer “vim, vi e estou vencendo”. Just Breathe é a canção mais doce do álbum, feita com a base de Toulome presente na trilha sonora de Into the Wild (Na natureza Selvagem).

É impossível ouvir apenas uma vez é apaixonante, se não for amor a primeira vista, vai ser a segunda e quiçá a terceira, pois na terceira vez já há serotonina pra dar e vender. O Pearl Jam inova no momento em que a coloca como um dedilhado sensacional, nunca feito antes. Há uma influência folk muiiiiito bem vinda ao Pearl Jam. E os violinos dão um colorido idiossincrático a faixa tornando-a sinestésica.

Eddie Vedder a descreve como a canção mais próxima do maior amor que já se teve. Dizendo que seu sentido paira sobre os acontecimentos mais felizes que as pessoas vivem, quando elas deveriam sentir o momento e respirar por um minuto. Sem sombra de dúvida uma faixa que emociona e entra de vez no setlist da banda por ser adorada, sem falar que seu estilo lembra Thumbing My Way (back to heaven). Em Just Breathe estão abertas as portas do céu.

6 Amongst The Waves
(Vedder, Gossard)

If not for love i would be drowning
I’ve see it work both way, but i am up

Riding high amongst the waves
I can feel like i
Have a soul that has been saved
I can feel like i
Put away my early grave

Gotta say it now
Better loud
That too late

Remember back the early days
When you were young & thus amazed

Essa música me lembra de alguma forma Marker in the Sand do último album. Se em Marker in the Sand há a revolta com as coisas acontecendo de uma forma inusitada e sentindo o averso das coisas caindo, Amongst The Waves revela o alívio por ter se sustentado no amor e como valeu a pena seguir o próprio caminho. Sempre lembrando os dias do ínicio quando se era jovem e
mais deslumbrado com as coisas.. Também me lembra Marker in the Sand, porque nesta o ritmo é de um tipo durante os versos e outro completamente diferente durante o refrão, fato presente em Amongst The Waves.

Para o Pearl Jam a canção é sobre ondas, surf e o amor. Não há nada que seja sempre bom. Como também, para se escrever algo se tem que nadar para fora de certas águas. O que denota ser uma canção voltada a colocar as coisas em perspectiva.

‘Everything flows amongst the waves’. It’s surfing, a time when there is something liberating and a person knows they are alive. You have to remember that human beings are made up of about 80% water… Every time I go to the shore I feel like a newborn.

7 Unthought Known
(Vedder)

Feel the path of every day…which road you taking?
Breathing hard… & making hay… yeh this is living…

Feel the air up above… a pool of blue sky…
Fill the air up with love… black with starlight…..

Feel the sky blanket you… w/gems & Rhinestones…
See the path cut by the moon.. for you to Walk on…
For you to walk on…

See the path cut by the moon.. for you to walk on…
See the waves on distant shores… anything your arrival…

Dream the dreams of other men… you’ll be no ones rival…
Dream the dreams of others then… you will be no ones rival…
You will be no ones rival…

A distant time… a distant space… that’s where we’re living…
A distant time… a distant place… so what you giving?…
What you giving?

Uma canção com montanhas e vales. Inspirada numa conversa sobre o cérebro, os seres humanos e a forma como nós e os nossos filhos nos relacionamos com diferentes ambientes. Sabe aquelas pessoas que fazem planos, imaginam uma vida completamente diferente para si próprios, mas esquecem como isso pode ser construído? Sem dúvida uma balada encorajadora em pegar ar e sentir o que está a sua volta, a contemplação do simples e sempre efetivo.

Com a parte que fala de sonhos onde afirma:

Sonhe os sonhos de um outro homem ou sonhe os sonhos dos outros e não se irá ser o rival de ninguém…

Lembrei de um diálogo do Ramiro Cadore no último capítulo da novela Caminho das Índias. Quando ele apoiava o casamento do Tarso com a Tônia. E ele dizia: é melhor eles seguirem o próprio caminho, descobrirem que erraram do que colocar a culpa em nós que quisemos escolher por eles. Fica a lição por sempre querer decidir e assumir a responsabilidade por isso… é melhor viver pelos próprios sonhos e descobrir que se pode estar errado, do que viver das opções e erro dos outros, definitivamente não se está vivendo.

Como diz a música sinta o caminho de todos os dias, que rota você está tomando? Respire fundo, faça hay… é vc está vivendo… E se vc contempla o simples poderá sentir uma piscina que o seu azul fornece como também a distância no tempo, como no espaço e onde se está vivendo.

8 Supersonic
(Vedder, Gossard)

Yeah i been dreaming of getting along
Now i’m awake, dreaming keep it on keeping on
I catch a break, then a punch to the head
I smile big wih a toothless grin

Supersonic gone & took my soul
I caught the rhythm but the clock was slow yeh
Supersonic, truth be told
I don’t need you to live, but i’ll never let you go

Supersonic é a prova da influência dos Ramones sobre o Pearl Jam. Sendo puro punk Rock trata dos adoradores da música, o seu poder e aquilo que ela pode fazer por ti. Soa agridoce para mim, ainda preciso me acostumar com seus detalhes e entonações…

9 Speed of Sound
(Vedder)

Yesterdays, how quick they change
All lost and long gone now

It’s hard to remember any thing
Moving at the speed of sound
Moving with the speed of sound

And yet I’m still holding tight
To this dream of distant light
And that somehow I’ll survive

De acordo com Eddie Vedder é a música tirada da perspectiva de um homem que ainda está sentado num bar após todos irem embora e aduz que é uma música triste. É uma balada triste constituindo uma exceção ao albúm. Acredito tratar de uma canção sobre pessoas que não gostam de mudanças, pois abre afirmando que nos dias passados o quão rápido eles mudam, tudo havia sido perdido se movendo a velocidade do som.

Apesar de ser triste é uma canção calma no ritmo de uma balada, como se fosse a volta a uma fase mais calma depois da intensidade da onda de Supersonic. É pautada com riffs de guitarras e um dedilhado de fundo em algumas partes que dão carisma e personalidade a música.

10 Force of Nature
(Vedder, McCready)

One man stands the edge of the ocean
A beacon on dry land
Eyes upon the horizon

In the dark before the dawn

Seu título original era Distant Planet. As tônicas dessa música são suas guitarras que iniciam, assumem uma progressão e voltam a soar como no ínicio. Não é uma das minhas favoritas no álbum, mas há partes consideráveis quando assumem uma sonoridade mais fluída com um tempod e bateria bem familiar nessas bandas de garagem… Mas, o solo do Mike é considerável e impossível de pelo menos não gostar dessa parte.

11 The End
(Vedder)

What were all those dreams we shared
Those many years ago?
What where all those plans we made
Now left beside the road?
Behind us in the road

More than friends I always pledged
Cause friends they come and go
People change and does everything
I wanted to grow old
This one too grow old

My dear
The end
Comes near
I’m here
But not much longer

Com um dedilhado que até Just breath não era comum na música do Pearl Jam The End é um resquício de Into the Wild e Big FIsh juntos. A temática pode ser resumida nessa frase: “A unica constante é a mudança”. “The End” foi descrita como uma canção de um amor sofrido. Para mim é a canção que desfaz o sonho e o confronta com a realidade. Ao falar dos planos feitos para a vida e que foram deixados de lado da estrada e ficaram para trás.

Sua segunda estrófe é profunda e forte quando declara o desejo de ser mais do que amigos. Pois, amigos sempre vão e vem. Como também trata das mudanças que as pessoas realizam em suas vidas depois de algum tempo.

Está presente a temática do amadurecimento iniciada em Man of the Hour quando confronta as histórias fantasiosas do pai e o ceticismo do filho que sempre está contestando algo, como também o desenvolvimento da liberdade de pensar e fazer o próprio caminho em Into the Wild. Tudo isso serviu para inspirar The End, que apesar do título não tem a pretenção de encerrar, mas sim incorporar de vez a filosofia de vida “A unica constante é a mudança”.

E encerra com um anúncio de uma mudança que se chama despedida. Deixando um gosto de quero mais, já que o álbum possui apenas 11 faixas e aproximadamente 33 minutos, muito pouco para quem espera a cada 2 anos por um álbum do pearl jam.

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The lights go off, THE LIGHTS GO ON

Setembro 20, 2009

Hora de tirar a poeira do blog. Ando sumido o velho sonho de ser um procurador, mas a verdade é que eu já sou um, um procurador da vida em busca de sinestesias, idiossincrasias e melodias…

Todo ano desde 2004 há um final de semana que supera todas as expectativas e se torna um dos melhores do ano… O que ocorreu ?!?! Apenas fui a um dos melhores shows da minha vida… Parece que eu estou exagerando ?!?! De maneira nenhuma, o show de Beirut foi uma catarse impregnada de sinestesias inusitadas e inesperadas… Eu confesso que eu fui sozinho, sem conhecer ninguém. Confesso, no entanto, que conheci mais gente em uma noite do que todas as outras… Todos com um único desejo ver BEIRUT…

Até chegar Beirut, muiiiiiiiiitos passos foram dados… ouvimos o JAM da Silva pernambucano da minha terra.

Depois, veio o segundo melhor momento do Coquetel Molot2009 primeira noite, a Tiê entrou no palco, com uma musicalidade de gente grande e conhecida mundialmente, não é a toa que o Toquinho a chamou pra sair em turnê… Seus versos impressionam:

Já faz um tempo que eu queria te escrever um som. Passado o passado, acho que eu mesma esqueci o tom.

E te peço, me perdoa, me desculpa que eu nao fui sua namorada, pois fiquei atordoada, faltou o ar, faltou o ar.


E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem e você vai me ensinar as suas verdades e se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio
Alô, eu sei, se chega até aqui, tão no limite não dá mais pra desistir. Amor, porque eu te chamo assim, se com certeza você nem lembra de mim.


E eu confesso, só me resta a vida interia. Só me resta a vida em mi maior e lá.

Poxa, “só me resta a vida em meu eu maior(mi) e lá” fora na eterna (des)aventura entre o certo e o incerto que a vida nos reserva. Soa como John lennon: “vida é o que acontece enquanto fazemos planos”. Não adianta planejar tanto, sem dúvida é preciso saber o que se quer, mas quando esse querer vai acontecer !?!?! Dou um doce pra quem souber…

O melhor show que eu ja fui, sem nada programado, sozinho, livre, leve e solto. Chegando lá as melhores companhias que pude encontrar não imaginaria nunca.

Consegui chegar perto do Zach, arrumei uma camisa com os autógrafos da banda, ainda registrei o momento…Putz, dizer que valeu a pena não chega nem à terça parte do mínimo que se pode imaginar. Eles tocaram Scenic World, só faltou Mimizan, East Harlem que diga-se de passagem eu gritei o show inteiro da terceira fileira e toda vez que ele ouvia o Zach fazia um ar de riso…

Como também teve o momento apoteótico do show com Elephant Gun com todos batendo palma e cantando, o tecladista até se emocionou chorando… Confesso que Capitú plantou a dúvida em quem leu e viu Dom Casmurro, mas nem Machado de Assis poderia imaginar que a música de uma de suas personagens mais populares proveria em sua releitura “moderna” fosse capaz de suscitar tamanha catarse…

Sem falar que o sábado foi regado a um primoroso jantar na melhor companhia dos meus entes queridos e logo após uma visita à Hepburn, com direito a rever pessoas que conheci, em suma, na mais fina companhia como diria Chico Buarque…

De tempos em tempos a vida sorri pra você é numa dessas oportunidades que se tem de sorrir de volta, não se pode desperdiçar a chance de um belo diálogo… Como disse no título as luzes se apagaram, mas elas estão acesas denovo que iluminem aventuras e coisas boas dessa vez…

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El sueño se hace realidad. Els Gladiadors del Pep

Junho 1, 2009

És lo equipo que más me hace ilusión. És por esto.

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Ticket To Ride

Junho 1, 2009

A História da Humanidade em Três Palavras
Felipe lembrou-se da história do Rei do Oriente que, desejando conhecer a história da humanidade, recebeu de um sábio quinhentos volumes; ocupado com negócios de Estado, pediu-lhe que a condensasse. Ao cabo de vinte anos, o sábio voltou e a sua história ocupava agora apenas cinquenta volumes; mas o rei, já velho demais para ler tantos livros volumosos, pediu-lhe que a fosse abreviar mais uma vez. Passaram-se de novo vinte anos, e o sábio, velho e encanecido, trouxe um único volume com os conhecimentos que o rei procurara; este, porém, estava deitado no seu leito de morte, nem tinha mais tempo de ler sequer aquilo. Aí o sábio deu-lhe a história da humanidade numa única linha: “Nasceram, sofreram, morreram”.
Somerset Maugham, in “A Servidão Humana”
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Més que un Club

Maio 28, 2009

Maio é o mês em que se conhece os campeões europeus. Todos os campeonatos chegam ao final e as melhores equipes se dão a conhecer. Contudo, em 27 de maio de 2009, a palavra impressionante se tornou por demasiada fraca para descrever um feito que apenas 5 equipes lograram. Quero dizer, que apenas Celtic (1966-67), Ajax (71-72), PSV Eindhoven (87-88) e por último Manchester United (98-99), conseguiram ganhar todas as competições que disputaram numa mesma temporada.

O Barcelona na temporada (2008-2009) alçou a glória e se juntou a estes times conquistando o triplete. Mostra bem o espírito com que afrontou a esta final a seguinte assertiva: Del “salid y disfrutad” de Cruyff en el 92 pasamos al “demostrad lo buenos que sois” que Guardiola disse ontem a seus jogadores.

Eu dizia em 2 de maio que o Barcelona se expressava como um grande poeta rumo a sua epopéia. Também escrevi meio descrente que aquele Barça seguia os mesmos passos daquele time campeão na temporada 2005-2006 em que fez uma grande partida no Santiago Bernabeu. A verdade veio a se comprovar hoje. Contra os fatos não há o que se argumentar.

E com maior grandeza do que nunca recitaram sua poesia ante um Manchester United sem vestígios do grande campeão que foi a temporada passada. Confesso, que por ser um Homem de pouca fé, eu preciso presenciar os fatos para poder acreditar neles.

Justamente, por isso, não escrevi sobre o Barça quando eles ganharam do Athetic Bilbao de virada na final da Copa do Rei, ou também quando conseguiram a Liga BBVA após o Madrid perder para o Vilarreal. Não gosto de comemorar as coisas antes, nem faço muitos alardes quando as vitórias chegam, mas confesso que o durante que dura o lapso de tempo das conquistas a loucura desata.

Quem diria que os primeiros 10 minutos quem mandaria no jogo seria o Manchester United. Ou, talvez, que no décimo minuto Iniesta faria um passe para Samuel Eto´o e este marcaria um gol, recortando a zaga menos vazada de toda Europa, iniciando o fim da máquina movedora do teatro dos sonhos. Também se diga que Samuel Etoo havia avisado se tivesse a oportunidade faria o gol. Cumplió su palabra el camerunés: “Si tengo una en Roma, la meteré”. Dicho y hecho.

Durante a final, o Barça foi ele próprio como havia dito Josep Guardiola. Sem dúvida uma equipe com selo de identidade. Quem iria imaginar um triplete quando há um ano atrás o Barça fazia um pasillo ao Real Madrid. Ou, quiçá um começo de temporada em que perdeu a primeira, empatou a segunda e quase perde a terceira para o o Español.

Entretanto, Pep ja o havia avisado, “sem ambição não haverá opção”. Um dos responsáveis por este dia sem dúvida é Pep Guardiola acostumado a dizer que ele sem o talento de Xavi, Iniesta, Messi e companhia não seria nada. Contudo, é justo dizer que provavelmente eles sem Pep não seriam o que são tão pouco. Com Pep o Barça pode dizer em ROMA “VINI, VIDI, VINCI”.

Mais do que justo para um garoto que iniciou sua vida no Barça sendo gandula e festejava as vitórias do Barça ao lado de Victor Muños. Passou a ser hoje um dos principais artífices da melhor temporada de todos os tempos do clube de seus amores.

O céu é Azul e Grinard desde este 27 de maio. Os heróis do Futebol Clube Barcelona elevaram aos altares da história a Terceira Copa da Europa, a conquista que faltava ao “Pep TEAM” para proclamar seu Império, o Reino dos Céus BlauGrana. O velho continente se rende mais uma vez ao Barça, uma equipe melhor do que o sonho que a criou, eleita para marcar uma época e ser uma lenda do futebol.

O Manchester representou um gladiador derrotado no Olímpico de Roma, ante um autêntico olhar de um César. ‘Los que van a morir te saludan’. Como ocorria no Coliseo que dominava o César, o Barça também já conhecia seu final. A vítima sofreu os golpes das armas Blaugrana e acabou sendo devorada, depois de se render e mostrar respeito para o resto dos seus dias.

Os diabos vermelhos não escaparam de uma final que tinham marcado com o César Blaugrana, sentenciado desde seu trono. Seu fim era anunciado e já conhecido por um MESSIas. Corria o minuto 70 da final de Roma quando um MESSI subiu sozinho a uma altura inimaginável para um jogador de apenas 1,69. Hoje não se duvida mais que Messi é melhor que Cristiano Ronaldo. Fato que os culés já sabiam desde o ano retrasado. Como também, não há mais o mito que o Barcelona não ganha de time inglês com 11 em campo.

Hoje, o Barcelona, apesar de clamar, ser mais de que um clube (Mes que un club), é sem dúvida MAIS do que uma equipe. Sem exitar, como Pep afirmou também não é o melhor time da história, mas eles jogaram a melhor temporada de sua história, ganhando os três títulos e da forma que jogaram. Quiçá esse seja o ápice de seu império, mas sem dúvida ROMA mais uma vez na história pode presenciar diante de um CAESAR: “Al César lo que es del César. El fútbol tiene un Emperador que habla catalán y español.”


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Maio é o mês em que se conhece os campeões europeus. Todos os campeonatos chegam ao final e as melhores equipes se dão a conhecer. Contudo, em 27 de maio de 2009, a palavra impressionante se tornou por demasiada fraca para descrever um feito que apenas 5 equipes lograram. Quero dizer, que apenas Celtic (1966-67), Ajax (71-72), PSV Eindhoven (87-88) e por último Manchester United (98-99), conseguiram ganhar todas as competições que disputaram numa mesma temporada.

O Barcelona na temporada (2008-2009) alçou a glória e se juntou a estes times conquistando o triplete. Mostra bem o espírito com que afrontou a esta final a seguinte assertiva: Del “salid y disfrutad” de Cruyff en el 92 pasamos al “demostrad lo buenos que sois” que Guardiola disse ontem a seus jogadores.

Eu dizia em 2 de maio que o Barcelona se expressava como um grande poeta rumo a sua epopéia. Também escrevi meio descrente que aquele Barça seguia os mesmos passos daquele time campeão na temporada 2005-2006 em que fez uma grande partida no Santiago Bernabeu. A verdade veio a se comprovar hoje. Contra os fatos não há o que se argumentar.

E com maior grandeza do que nunca recitaram sua poesia ante um Manchester United sem vestígios do grande campeão que foi a temporada passada. Confesso, que por ser um Homem de pouca fé, eu preciso presenciar os fatos para poder acreditar neles.

Justamente, por isso, não escrevi sobre o Barça quando eles ganharam do Athetic Bilbao de virada na final da Copa do Rei, ou também quando conseguiram a Liga BBVA após o Madrid perder para o Vilarreal. Não gosto de comemorar as coisas antes, nem faço muitos alardes quando as vitórias chegam, mas confesso que o durante que dura o lapso de tempo das conquistas a loucura desata.

Quem diria que os primeiros 10 minutos quem mandaria no jogo seria o Manchester United. Ou, talvez, que no décimo minuto Iniesta faria um passe para Samuel Eto´o e este marcaria um gol, recortando a zaga menos vazada de toda Europa, iniciando o fim da máquina movedora do teatro dos sonhos. Também se diga que Samuel Etoo havia avisado se tivesse a oportunidade faria o gol. Cumplió su palabra el camerunés: “Si tengo una en Roma, la meteré”. Dicho y hecho.

Durante a final, o Barça foi ele próprio como havia dito Josep Guardiola. Sem dúvida uma equipe com selo de identidade. Quem iria imaginar um triplete quando há um ano atrás o Barça fazia um pasillo ao Real Madrid. Ou, quiçá um começo de temporada em que perdeu a primeira, empatou a segunda e quase perde a terceira para o o Español.

Entretanto, Pep ja o havia avisado, “sem ambição não haverá opção”. Um dos responsáveis por este dia sem dúvida é Pep Guardiola acostumado a dizer que ele sem o talento de Xavi, Iniesta, Messi e companhia não seria nada. Contudo, é justo dizer que provavelmente eles sem Pep não seriam o que são tão pouco. Com Pep o Barça pode dizer em ROMA “VINI, VIDI, VINCI”.

Mais do que justo para um garoto que iniciou sua vida no Barça sendo gandula e festejava as vitórias do Barça ao lado de Victor Muños. Passou a ser hoje um dos principais artífices da melhor temporada de todos os tempos do clube de seus amores.

O céu é Azul e Grinard desde este 27 de maio. Os heróis do Futebol Clube Barcelona elevaram aos altares da história a Terceira Copa da Europa, a conquista que faltava ao “Pep TEAM” para proclamar seu Império, o Reino dos Céus BlauGrana. O velho continente se rende mais uma vez ao Barça, uma equipe melhor do que o sonho que a criou, eleita para marcar uma época e ser uma lenda do futebol.

O Manchester representou um gladiador derrotado no Olímpico de Roma, ante um autêntico olhar de um César. ‘Los que van a morir te saludan’. Como ocorria no Coliseo que dominava o César, o Barça também já conhecia seu final. A vítima sofreu os golpes das armas Blaugrana e acabou sendo devorada, depois de se render e mostrar respeito para o resto dos seus dias.

Os diabos vermelhos não escaparam de uma final que tinham marcado com o César Blaugrana, sentenciado desde seu trono. Seu fim era anunciado e já conhecido por um MESSIas. Corria o minuto 70 da final de Roma quando um MESSI subiu sozinho a uma altura inimaginável para um jogador de apenas 1,69. Hoje não se duvida mais que Messi é melhor que Cristiano Ronaldo. Fato que os culés já sabiam desde o ano retrasado. Como também, não há mais o mito que o Barcelona não ganha de time inglês com 11 em campo.

Hoje, o Barcelona, apesar de clamar, ser mais de que um clube (Mes que un club), é sem dúvida MAIS do que uma equipe. Sem exitar, como Pep afirmou também não é o melhor time da história, mas eles jogaram a melhor temporada da história, ganhando os três títulos e da forma que jogaram. Quiçá esse seja o ápice de seu império, mas sem dúvida ROMA mais uma vez na história pode presenciar diante de um CAESAR: “Al César lo que es del César. El fútbol tiene un Emperador que habla catalán y español.”

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La Prensa

Maio 28, 2009