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Vai trabalhar, vagabundo Vai trabalhar, criatura Deus permite a todo mundo Uma loucura

abril 5, 2008

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.”

“Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”

Sempre pensei que este texto fosse de Fernando Pessoa, um dos poetas mais admirados por mim. Ledo engano, a primeira parte do texto pertence a Augusto Cury presente no final do livro “Dez leis para ser feliz” da Editora Sextante na pag.115 2°§. Apesar de não ser bem um texto, é apenas um punhado de frases postas no final do livro.

Quanto a última frase, também não é de Fernando Pessoa, quem a Escreveu foi o “Nemo Nox” em seu blog, “Por um Punhado de Pixels”, lá pelos idos de 2003. Descobri isso por acaso na internet quando procurava em qual obra Fernando Pessoa havia escrito os tais textos.

Esta frase “Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo…” e algumas passagens do primeiro texto não me saíram da cabeça. Digo isso pois, associei este texto as pessoas que reclamavam de suas inseguranças, de não passar em concursos públicos. Fato muito presente em bibliotecas, locais de estudo , cursinhos.

Escutei as mais diversas razões possíveis. Por exemplo, haviam os que afirmavam ser o motivo de não passar em concursos o fator psicológico da pessoa, afirmação dita por pessoas próximas. Ouvi outros falando sobre a pessoa amada, esta era a que mais colocava pressão para passar em algo, pois queria casar, ter mais seriedade na relação e isto estava incomodando muito. Alguns já me disseram: “Você acha que realmente vai passar?” ou “Já conseguiu passar em alguma coisa, amiguinha?”

Todos estes e outros relatos aliam-se ao fato: quem estuda para concursos não ganha se quer um real como remuneração. Além do mais, aos olhos da maioria, é uma incerteza o momento em de passar. Enquanto se estuda, não se está fazendo muito, o ideal mesmo é trabalhar. Como dizem os profs. de Direito do Trabalho: “O Trabalho dignifica o Homem”.

Todos esquecem do concurseiro o mais interessado em sair desta realidade contundente. Pois, a cada concurso cujo qual não se é aprovado, quer queira quer não, é uma pedra no seu caminho que a pessoa tem que passar a conviver.

Não sou desses que acreditam só quando chegar o tempo certo haverá a aprovação. Para mim não se está dizendo muito. Apenas nomeando o Tempo, já expliquei isso aqui. Ou, é da vida não obter aprovação. Se procuram uma palavra para ser o pedestal de incompreensões presentes na existência culpem a vida, eu não vou acreditar em tamanha asneira.

É fato, ser concurseiro é indagar por tudo já elencado, ainda mais, enfrentar todas essas incompreensões de uma maioria. Talvez, até se irritar com elas por não poder momentaneamente fazer algo para mudar.

É duro saber que se pode passar de forma inesperada, ou mais grave ainda saber que determinado cargo poderia ser ocupado por você, mas ninguém levou fé que você conseguiria, nem facilitou a sua vida. Também, é outra constatação, nunca se dá tempo de estudar tudo para concursos ninguém vai para prova sabendo todo o assunto indo e voltando. Logo, quem vai seguro para a prova? Até os bons quando aprovados revelam sua ansiedade e nervosismo.

Já vi assertivas sobre um concurseiro o qual não seria absolutamente nada na vida. Contudo, o mundo dá voltas e este concurseiro passou. Da descrença a pessoa a acreditar no concurseio e mudou de opinião. Reconheceu que para passar, em um desses cargos oferecidos pelo poder público, era necessário ler muito, ser muiiiito aplicado, coisa que o concurseiro desacreditado fazia muitíssimo. Depois da aprovação é só superlativos.

É engraçado como as pessoas mudam de opinião, até mesmo, esquecem de posições assumidas no passado para não ser questionadas quanto ao produto suas crenças inadequadas. Promovem uma postura de especialistas sobre a realidade de uma minoria desacreditada. Como tratar essas pessoas julgadoras de profunda compreensão sobre aqueles que passam dias sozinhos estudando, abdicando de seus interesses e tempo?

Por exemplo, lembro muito bem que no começo boa parte dos EUA apoiava a Guerra no Iraque. Mas, também via na CNN pessoas falando que eram contra a guerra e ainda falavam numa futura crise econômica que poderia assolar a América.

Ainda mais, passeatas mostravam pessoas contra a guerra, álbuns com canções contra a mesma, enfim aquela turma toda foi as ruas e ganhou notoriedade agora mal aparecesse. Was passiert?

Bem, se uma grande maioria, incluindo especialistas apoiaram um argumento que se mostrou completamente errôneo como uma guerra contra as tão faladas armas de grande porte de Saddam Hussein. E agora que nunca existiu tais armas, a América paga um preço com essa possível crise econômica. Was machen Sie? O que o público quer ouvir agora?

O público quer ouvir o motivo pelo qual não é idiota. E quem melhor para explicar o porquê do mesmo não ser idiota do que os especialistas que também estavam errados. Logo, tira de cena a turma do contra.

Pois, voltando ao concurseiro, quem melhor do que a maioria pressionadora do concurseiro, a qual não facilitava sua vida, tecia críticas nada construtivas a sua pessoa, para retratar um feito inédito passar em um concurso público, ou ao menos entoar afirmações do tipo: eu sempre soube que este dia chegaria. Tá vendo, eu disse que o tempo iria chegar. Tudo isso só mostra uma clara tentativa de não parecer idiota ante as voltas dadas pelo mundo. Chamem os especialistas para provar que não são idiotas sobre as opiniões adotadas em uma experiência nada enriquecedora.

Por fim, acredito que posições que disseminam uma demência ímpar e cometem, com catedrática gravidade, erros calcados em um empirismo larvar merecem ser mantidas e confrontadas com a nova realidade conquistada. Afinal de contas, de cada concurso o qual não se conseguiu a classificação, ao fazer constá-los como pedras no caminho, devem estes serem guardados e feitos um castelo para lembrar que a vida de quem se esforça para ter algo e abdica de seu mais precioso bem, o seu Tempo, pode ser uma das maiores empresas do mundo.

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