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A voz do anjo Sussurrou no meu ouvido Eu não duvido Já escuto os teus sinais Que tu virias…

agosto 16, 2008

As Olimpíadas fornecem alguns exemplos de motivação impressionantes na vida dos atletas.  Toda uma motivação, juntamente com uma boa preparação e aperfeiçoamento técnico produzem resultados factíveis e viáveis servindo de demonstração perante esportes, negócios,  estudos e a própria vida.

Um exemplo disso é César Cielo, passou 3 anos fora do país, em uma cidadezinha do Alabama onde não tinha praticamente nada para fazer.Pouca diversão, gente estranha, costumes diversos do habituado em seu país, enfim muita saudade e outras coisas que alguém sente quando está longe de sua terra. O que restava para fazer era treinar e treinar. Ficou longe da família, dos amigos apenas para chegar um grande momento. Ser campeão olímpico.

A dedicação de uma vida inteira para atingir uma consagração em apenas 21,30 (vinte um segundos e trinta centésimos). Como o próprio Cielo diz: “É uma vida em 21 segundos.” É quase nada para arriscar toda a dedicação, o tempo que deixou de lado habidicando de coisas que gostava de fazer, por esse pequeno lapso.

Tudo para viver um sonho como ele mesmo disse:

“Sou um campeão olímpico. Era um sonho que tinha desde criança. Nunca imaginei chegar onde cheguei. Agora posso dizer: sou um campeão olímpico”, disse ao Sportv.

Praticamente abdicou de sua vida durante esse tempo todo. Teve coragem e ousadia ao chamar a responsabilidade para si quando disse que iria em busca do ouro olímpico na prova dos 50m nado livre. Logo após ter ganho o bronze na prova dos 100m nado livre.

Sua motivação é estampada nessa frase colocada em seu blog (http://cesarcielo.blog.terra.com.br/) :

“Toda hora que bate um aperto, uma preocupação, eu me lembro de uma frase que uma menina me mandou uma vez e que está colada na parede lá de casa: “Não desperdice as chances que você mesmo criou”. É isso o que eu estou trazendo para essa Olimpíada.”

É de fato os grandes também sentem pressão, esse aperto que bate no ser humano de tempos em tempos quando se está diante de uma prova que pode decidir a sua vida. Não há como não sentir a pressão é do ser humano esta sensibilidade.

César Augusto Cielo Filho nasceu em 10 de janeiro de 1987, em Santa Bárbara d’Oeste, cidade do interior do estado de São Paulo. Atualmente, César Cielo estuda administração e treina natação na Universidade de Auburn. A cidade do Alabama foi escolhida pela tranqüilidade. César Cielo competiu sete vezes pelo Auburn Tigers no NCAA, tradicional campeonato universitário norte-americano de natação.

César Cielo foi um dos destaques do Pan do Rio de Janeiro. Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, César Cielo conquistou a medalha de ouro nos 50m livre e 100m livre. Além disso, foi fundamental para a vitória da equipe brasileira no revezamento 4 x 100 m livre. Além disso, César Cielo ficou com a medalha de prata no revezamento 4 x 100 m medley.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, César Cielo ganhou a medalha de bronze na prova dos 100m nado livre. César Cielo bateu na fase classificatória o recorde olímpico dos 50m livre com 21s47. Poucos minutos depois, o francês Amaury Leveux superou a marca em um centésimo. Na semifinal, César Cielo voltou a bater o recorde olímpico, com a marca de 21s34.

Com a medalha de bronze nos 100m livre, César Cielo conquistou a 10º medalha para a natação do Brasil nos Jogos Olímpicos e a 80º medalha brasileira nas Olimpíadas.

Na final dos 50m livre Césão conquistou o primeiro lugar. A inédita medalha de ouro para a natação veio com um tempo de 21s30, apenas dois centésimos acima do recorde mundial do australiano Eamon Sullivan, sexto lugar nesta mesma prova.

Nada mal para o garoto de Santa Bárbara do Oeste que tentou, antes da natação, ser judoca ou jogador de vôlei. “O problema do judô é que eu era muito mais alto que os meninos da minha idade, então me colocavam pra lutar com os mais velhos e eu levava muita porrada”. O vôlei foi uma escolha do pai, também César. Quem definiu a carreira do nadador, porém, foi a mãe, Flávia, que o levou para o Pinheiros em 2003.

Em São Paulo, ele passou a treinar com o nadador que, anos mais tarde, superaria: Gustavo Borges. “Fiquei quase dois anos treinando com ele e aprendi muita coisa. O Gustavo é muito atencioso e perfeccionista, e me ajudou a melhorar minha técnica”, conta. Foi o veterano que levou o jovem nadador para Auburn, a universidade em que se consagrou como um dos maiores velocistas do circuito universitário norte-americano.

E foi de Auburn que veio outra peça chave na conquista: o australiano Brett Hawke. Técnico na universidade, ele se integrou à comissão técnica da equipe brasileira à pedido de Cielo, para manter o programa de treinos tão vitorioso que o brasileiro fazia nos EUA. Ex-nadador olímpico, Hawke foi sexto em Atenas-2004.

“O que eu sempre digo a ele é que a melhor fase da minha carreira veio quando eu menos pensava nos meus adversários”, lembra o técnico. Nos 100 m livre, em que nadou na raia oito, o conselho funcionou para o bronze. Nos 50 m livre, foi ainda mais longe: valeu ouro.

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