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Break the Night With Colour

agosto 17, 2008

Conta a história que certa vez, Baco (Deus do vinho) deu por falta de seu mestre e pai de criação, Sileno. O velho andara bebendo e, tendo perdido o caminho, foi encontrado por alguns camponeses que o levaram ao seu rei, Midas. Midas reconheceu-o, tratou-o com hospitalidade, conservando-o em sua companhia durante dez dias e dez noites, no meio de grande alegria. No décimo-primeiro dia, levou Sileno de volta e entregou-o são e salvo a seu pupilo. Baco ofereceu, então, a Midas o direito de escolher a recompensa que desejasse, qualquer que fosse ela. Midas pediu que tudo em que tocasse imediatamente fosse mudado em ouro.

A história de alguma forma se repete de tempos e tempos. Em seu acontecer confronta o as lembranças do passado, as incertezas do que se encontrará no futuro, mas dá em troca façanhas e acontecimentos dados como presente. Tudo isso serve como uma forma de alargar o horizonte dos seres humanos libertando os limites de uma época subvertendo o descrédito ao romper barreiras nunca antes transpostas. É dizer, ao romper limites há um espaço para possibilidades de realizações humanas ainda não pensadas devido ao paradigmas de uma época.

Uma dessas histórias aconteceu no verão de 1972 nos jogos olímpicos de Munique, um jovem atleta californiano chamado Mark Spitz tornou-se uma celebridade internacional e uma lenda olímpica. SPitz ganhou 7 medalhas de ouro no esporte. Feito este nunca alcançado por nenhum outro atleta pelos 36 anos decorridos. Spitz sem dúvida provou que um ser humano pode se superar e estar a frente de seu tempo.

Contudo, em 30 de junho de 1985 nascia um garoto no subúrbio de Baltimore. Seu nome: Michael Phelps.

Michael Phelps o único a bater as 7 medalhas de ouro de Mark Spitz. Tudo isso começou em 2002 logo após o U.S. summer Nationals in College Park, Maryland em que Phelps ganhou 14 medalhas de ouro, tornando-se o primeiro nadador a faturartal número neste evento. E ele só tinha 18 anos de idade. A imprensa começou a chamá-lo do próximo Mark Spitz. Phelps já tinha ouvido falar desse nome, na entrevista com Elliot Almond em que apareceu no Knight Rider Tribune News Service. Mas, não tinha nenhum conhecimento sobre a história de Mark Spitz. Phelps não entendia por que estavam perguntando a ele sobre esse tal de Mark Spitz. O que ele tinha feito. Seu treinado Bob Bowman explicou a Phelps a história de Spitz explicando-o que para ser campeão olímpico deveria conhecer a história de Mark Spitz.

Foi por essa época que deve ter surgido a idéia na cabeça de Phelps em bater Mark Spitz e perseguir uma façanha histórica como esta. Vale ressaltar que Phelps foi diagnosticado precocemente com DDA (distúrbio de déficit de atenção) fazendo com que seu treinador constantemente muda-se as rotinas dos seus treinos para se manter interessado. Isto só não era o bastante, o treinador deveria manter seu pupilo motivado. Frases motivacionais como estas foram ditas por Michael Phelps:

“Everything can’t go perfect. It’s all about how you adapt from those things and learn from experiences, learn from mistakes.”

“You can’t put a limit on anything. The more you dream, the farther you get”

“I won’t predict anything historic. But nothing is impossible.”

“I think that everything is possible as long as you put your mind to it and you put the work and time into it. I think your mind really controls everything.”

“Acho que isso mostra que não importa o que você imagine, tudo pode acontecer. Se você sonhar grande, tudo é possível. Eu vi tantas pessoas afirmando que o que Spitz fez em 1972 não poderia ser feito novamente, que não ia acontecer de novo, só mostra que tudo é possível”, afirma o nadador.

Frases como estas o motiva, a música o ajuda a manter focado em suas metas. Antes de cada treino, logo após suas voltas de aquecimento, ao entrar no seu traje de natação coloca seus headphones pelos próximos 30 minutos antes de suas provas. Ele também ouve no caminho para o treino música no seu carro. Ele diz que quando sai do carro a última música tocada fica na sua cabeça. “It’s there all during practice, in my head”.

A carreira de Phelps é feita de objetivos. Ele confessa que um de seus segredos de sucesso, passado pelo treinador, é o fato de sempre estabelecer objetivos com antecedência, pois “sem objetivos, você não vai a lugar nenhum”, diz.

Com 11 anos, Phelps assistiu à Olimpíada de Atlanta e sonhou em um dia estar lá. Para sua sorte, o treinador Bob Bowman reconheceu seu talento e senso de competição e o colocou sob suas asas, submetendo-o a um forte regime de treinamento, no qual o garoto chegava a nadar dez vezes por semana. Era o primeiro capítulo da lenda Phelps sendo escrito.

Na história de Phelps, antes deste feito olímpico, o nadador já havia competido em 2 outras Olimpíadas. Em 1999, ele entrou para a seleção americana de natação e logo foi alvo de zombarias dos companheiros por ter orelhas de abano. O escárnio cessou quando o garoto surpreendeu a todos conquistando o segundo lugar na seletiva para a Olimpíada de Sidney, em 2000.

Estreou aos 15 anos em Jogos Olímpicos, nas Olimpíadas de Sydney, tendo obtido o quinto lugar na final dos 200m borboleta. Cinco meses após os jogos, aos 15 anos e 9 meses de idade, bate o recorde desta mesma prova, tornando-se o mais novo nadador de todos os tempos a bater um recorde mundial de natação. Em Atenas após ganhar 6 ouros e 2 bronzes a maioria achou que ele tinha falhado ao não bater Mark Spitz. Após Atenas, tudo que ele afirmava era: tudo é possível.

Agora Phelps entra para a história realizando uma façanha ao ganhar 8 ouros em 1 uma Olimpíada. Após sua última prova suas palavras foram: “A única coisa que consigo pensar agora é que é um sonho que virou realidade”.

O que ele nos ensina? Ninguém nasce grande, mas entre os pequenos já se pode obter destaque. Com longas horas de trabalho e dedicação para alcançar objetivos há viabilidade para atingir os fins propugnados. Sempre revisando metas, adequando-se a novas situações e aprendendo com os erros cometidos. Não há dúvida que Phelps sonhou com tudo isso pondo em prática esta lição:

But if you don’t dream big what’s the use in dreaming If you don’t have faith there’s nothing worth believing.

Se você não sonhar grande, qual é a utilidade em estar sonhando, se vc não tem fé, não há nada que valha seguir acreditando.

Pois bem, como eu havia dito de tempos em tempos a história se repete e revela novas possibilidades até então apenas idealizadas. Dessa vez foi a história do Rei Midas, desde 17 de agosto de 2008 as Olimpíadas de Pequim conhece seu novo Rei. Seu nome, Michael Phelps.

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