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Now my feet won’t touch the ground Now my head won’t stop You wait a lifetime to be found Now my feet won’t touch the ground

dezembro 28, 2008

Gostaria de contar uma história sobre uma palavra constante em todosos momentos. Nela há um desejo incontrolável, intenso e imprevisível pelo que se faz sentir. A idiossincrasia gostaria de realizar tudo que se dispôs a fazer. Contudo, existia um impasse no seu querer, uma pequena particularidade. O tempo não deixava seu querer coadunar-se com o acontecer das coisas.

Possuía muitas facilidades aos olhos dos demais, menos no que ela gostaria de conquistar, de nada servia suas conquistas para o novo, este era o seu grande calo. Tudo que já havia conquistado, ou conquistaria não serviria para novas conquistas. Seu impressionar teria de ser feito do zero, a partir de si mesma. Como atrair a atenção com sua sutileza mostrando apenas o que importa e quase ninguém dá valor? E, ainda assim, ser verdadeira.

Talvez, resida neste ponto toda a sua raridade. Recomeçar sempre do zero, deixando tudo que havia sido conquistado de lado, é mais do que um desafio. Que valor há nisso? O que faz pensar que exista algo que valha a pena? A idiossincrasia sempre procurava provar seu valor. Das formas mais inusitadas com uma pitada de irreverência. Dentro de si acreditava que podia ser um catalisador. O zero em si mesmo é a negação de si próprio, entretanto três zeros a direita com um cinco a esquerda tem-se cinco mil. A idiossincrasia prova do seu valor a tudo e a todos, mas poucos percebiam o que de fato ela proporcionava em seu modo de ser. Catalisar as coisas era seu maior objetivo.

Do nada a idiossincrasia acompanhada da catarse catalisa mais do que um solipsismo. Pode ser o sonho que se faz realidade. A idiossincrasia acompanhada da percepção é como uma janela aberta para o que ninguém viu antes. A idiossincrasia acompanhada do reflexo faz catalisar aquela boa vibração que sentimos quando algo corresponde as nossas expectativas. A idiossincrasia ao lado da amizade se torna mais humana ao catalisar o amor fraterno que aceita sem pedir nada em troca. A idiossincrasia ao lado do amor brilha por demonstrar sua força diante do cansaço em recomeçar a busca por novas conquistas.

A idiossincrasia como a particularidade das particularidades atrai por sua peculiaridade. Nesse mundo invertido, e que ninguém reparou sua maior atração é pelo diferente. Acredita ser um privilégio encontrar quem possa fazer a diferença. Seja no pensar de forma sincera e sem medo de externar suas opniões críticas, seja de forma originária. Como o arquiteto Gaudí se inspirana originalidade das coisas:

“La originalidad consiste en retornar al origen; de manera que el original es aquel que con sus medios retorna a la simplicidad de las primeras resoluciones”.

A idiossincrasia procura a originalidade para abraçar a simplicidade. No fundo, as coisas mais difíceis de dizer ou descrever são as mais simples e exigem personalidade para serem ditas. No fundo a idiossincrasia tem apenas um desejo ver e ser vista apenas pelas pessoas que valem a pena. Que não se contentam em apenas usar palavras para impressionar, mas que de fato façam acontecer. Não precisa transformar o amanhã em hoje, mas que o hoje seja tão intenso quanto o a esperança do por vir do amanhã.

Na estrada que escolheu percorrer a idiossincrasia encontra provisoriamente portas fechadas, alguns objetos não caem mais no seu colo como antigamente. O universo disse a ela para usar mais sua inteligência. Os ventos da mudança não a intimidam. Não serão algumas contigências imprivisíveis que irão pará-la. Das contigências há a adrenalina de sempre lidar com o desconhecido e agradece pela oportunidade de sair da mesmice.

A idiossincrasia é esta menina de vestidinho azul, com cabelo solto, com olhos sinceros. Ela não teme a batalha do tempo ao aliar o seu querer ao tempo do acontecer. Pois, não teme perde. A cada etapa do seu caminho encontrar na meta escolhida o desfrutar do trabalho de sua grande obra sendo realizada a cada dia. A cada passo dado não se acanhe diante de algum medo, e que saiba encontrar prazer nas adversidades de sua juventude. Seu maior sonho é poder contar que o privilégio encontrado chegou antes de sua meta ser conquistada.

Ao som de: Frejat – Amor pra Recomeçar

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