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Love, Love will tear us apart again.

maio 2, 2010

A palavra de hoje é a sorte. Sorte para quem precisa, sorte para quem sonha, sorte para quando tudo dá errado e em uma noite tudo vira possível. A noite começou apenas com uma expectativa pautada em Breath do Pearl Jam, mais precisamente seu refrão: “Oh, tonight began with anything. Shaft of a light. A warm breath and a screa”. Diga-se de passagem toda vez que eu estou em um sábado que pode ser promissor penso nessa música.

Sim, é verdade, eu estava em um sábado. Entretanto, quando o Nouvelle Vague subiu ao palco já era madrugada de domingo. Talvez, seja um romantismo da minha parte querer que os versos de Sábado de Vinícius de Moraes exalem sua idiossincrasia de possibilidades para a madrugada de domingo. Mas, sincereamente, é possível, afinal de contas, o sábado é um dia tão maravilhoso que empresta seu mar de possibilidades até o dia amanhecer no domingo.

Talvez, isso explique o porquê dessa noite tão maravilhosa regada a boa música, e tamanha empolgação do Nouvelle Vague. Ver a Helena Nogueira tirar o vestido, e cantar de regata e calcinha. Sem falar o fato que a banda fez um Encore Break em “Love will tear us apart”, mas o Nouvelle Vague não esperava que o público corresponde-se e continuasse cantando o refrão: Love, Love will tear us apart again… E o guitarrista Marc Colins quando chega no camarim assanha os cabelos, como se não acreditasse que isso era possível em um público brasileiro. Então, como não poderia deixar de ser eles voltam para o palco e continuam da onde pararam. E quando eu pensava que esse seria o momento mais apoteótico do show, que por sinal minha máquina não conseguiu gravar, pois acabou o memory stick. Eis que a Karina Zeviani com suas palmas desse do palco, diante de uns degraus improvisados com caixas de guardar material para a turnê, pula a grade e vai cantar no meio da multidão.

Bem, com toda certeza, um dos momentos apoteóticos do show. Além de que, a presença de palco das cantoras Karina Zeviani e Helena Nougueira é mais do que um espetáculo, pois se nos albums o Nouvelle Vague presa por um cuidado exarcebado em seus arranjos, melodias e interpretações de covers, fazendo covers magníficos. Ao vivo eles superam todas as expectativas, seja com o balet de suas cantoras, seja por conseguir soar ainda melhor ao vivo.

E quando eu imaginava que nada mais poderia me acontecer, bem tudo ainda pode ser possível, enquanto o dia não raiar, pois será sábado. Eu consegui a set list do show, e a Karina Zeviani a autografou pra mim. Como também um dos idealizadores do projeto Nouvelle Vague, nada mais nada menos que Marc Colins. E tirar fotos com os dois. Definitivamente, eu me tornei um groupie dessas bandas. Querendo, fotos, autógrafos momentos únicos que eu não imaginaria ser possível quando me encontro em alguns sábados ouvindo músicas dessas bandas. Definitivamente, as bandas “indie” ou independentes são muito mais acessíveis e receptivas que as grandes bandas do rock atual.

Na semana em que levei mais marteladas do que nunca, vi o Barcelona ser eliminado pela Inter de Milão e todos o criticarem. Sonhei acordado em um show do Nouvelle Vague. Sobretudo, vi a minha sorte mudar, muito provavelmente porque “ainda” era sábado. Je vous remercie beaucoup pour le spectacle incroyable à Recife.

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