Posts Tagged ‘Coldplay’

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A message

janeiro 27, 2010

Chorar e Rir

E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo, cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.

Machado de Assis, in “Quincas Borba”
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Now the old king is dead! LONG LIVE THE KING !!

maio 2, 2009

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Saber Desfrutar Todos os Tempos

Nós mostramo-nos ingratos em relação ao que nos foi dado por esperarmos sempre no futuro, como se o futuro (na hipótese de lá chegarmos) não se transformasse rapidamente em passado. Quem goza apenas do presente não sabe dar o correcto valor aos benefícios da existência; quer o futuro quer o passado nos podem proporcionar satisfação, o primeiro pela expectativa, o segundo pela recordação; só que enquanto um é incerto e pode não se realizar, o outro nunca pode deixar de ter acontecido. Que loucura é esta que nos faz não dar importância ao que temos de mais certo? Mostremo-nos satisfeitos por tudo o que nos foi dado a gozar, a não ser que o nosso espírito seja um cesto roto onde o que entra por um lado vai logo sair pelo outro!

Séneca, em ‘Cartas a Lucílio’

Apesar de o Real Madrid já não ter a imagem de equipe do regime franquista e o Barcelona possuir uma dimensão mundial, no quadro que, todos os anos, emoldura o maior clássico do futebol espanhol, continuam vestígios de um tempo em que tais duelos eram, verdadeiramente, mais do que simples partidas de futebol, sobretudo, para o povo da Catalunha, que vê nas vitórias sobre o monstro de Madrid, um grito de revolta contra o poder central de Franco. Por isso, Cruyff dizia que enquanto no Ajax, quando ganhava lhe diziam parabéns, em Barcelona, quando tal sucedia frente ao Real, diziam-lhe obrigado!

Um sentimento aumentado quando a vitória era em Madrid, como em 17 de fevereiro de 1974 quando o holandês Johan Cruyff era o lider e alma daquele Barça participou da lendária goleada de 0-5, com três gols do mago holandês. o Técnico era Rinus Michels e a temporada 73/74. Sem dúvida um partido memorável que em 2 de maio de 2009 seria lembrado por tamanha façanha.

Todo técnico que se preza conta em seu trabalho com um partido que funciona como uma metáfora do futébol. Johan Cruyff também teve o seu no Barcelona x Dinamo de Kiev na copa da europa em 1993 placar de 4×1, tal partida ficou conhecida como a que capitalizou a essência do Dream Team. Frank Rijkaard e Ronaldinho Gaúcho alcançaram a plenitude com um 0 x 3 em cima do Real Madrid em 2005. Em tal jogo o Santiago Bernabeu aplaudiu de pé Ronaldinho Gaúcho.

O clássico, que representa um evento da humanidade, como é conhecido na Espanha, Real Madrid x Barcelona convida sempre aos extremos tanto pelo futebol apresentado, como por sua história de rivalidade esportiva e política.

Hoje dia 2 de maio de 2009 foi a vez de Pep Guardiola. Que transformou a fantasia do futebol transpassar a fé do que poderia ser possível acontencer em um Real Madrid x Barcelona. Pep em sua estréia como técnico no Bernabeu culminou sua grande obra mestra com um partido para ser recordado pelas próximas gerações, por demais histórico, orgásmico, sem dúvida alegórico com sua estética silenciosa, alçando o amor entre o Barcelona e o futebol em uma total correspondência entre a ilusão de um projeto e a realidade de vitórias deste conjunto.

Durante a semana confessou que poderia não ganhar nenhum título, mas que iria para cima de todas as equipes fosse quem fossem. No início com “esfuerzo, trabajo e dedicación” alimentava a sofrida auto estima de um time que ruiu depois de ser campeão da Europa. Hoje é capaz de riscar o céu, ou ao menos repetir o caminho de um Barça da temporada 2005/2006 que também ganhou de modo convincente no Bernabeu e culminou sendo campeão da Europa. Talvez, seja cedo para dizer que podem vencer a Liga dos Campeões, mas sem dúvida esta vitória mostra de novo o caminho para ser o melhor time da Europa.

Como disse no início da temporada o Barcelona terá um conjunto e não apenas algumas “estrelas”. Resulta impossível focalizar a exibição de hoje um só jogador, todos foram grandes diante de um Madrid que relutava em entregar os pontos.

Guardiola, em sua apresentação como técnico no passado mês de junho, pronunciou um discurso de refundação do Barça. Chegava ao fim a era das vedetes e dos egos: “Mi trabajo es hacer entender a los jugadores que solos no son nada. Con los compañeros, son todo. La única forma de que esto funcione es contar con un vestuario fuerte”. Forte é bondade sua, em uma equipe  foi monumental, inesquecível, solidária no esforço.

Hoje o F.C.Barcelona como disse Pep: “Hemos hecho muchos partidos con goleadas esta temporada. En algunos partidos hemos mantenido el nivel muy alto. Aquí solo había una manera de ganar, que era ser valientes. Tirar mucho a Casillas y ser atrevidos. Me alegro por haber sido valientes. Y después de perder 1-0 hemos cogido el balón y hemos ido a ganar”

Honra e glória ao Campeão que joga e fala a língua dos Deuses do futebol. O Barcelona se expressa como um grande poeta rumo a sua epopéia compreendida como um poema épico ou de longa narrativa em prosa, em estilo oratório, que exalta as ações, os feitos memoráveis de heróis históricos ou lendários que representam uma coletividade.

Sem dúvida um dia histórico onde houve superação de toda as expectativas de um jogo e da auto estima de uma equipe, bem como servirá de recordação as próximas gerações como um presente por nunca poder deixar de ter acontecido e servir de recordação. Hoje “la affición” Blaugrana mostra-se agradecida por tudo que foi dado a gozar nesta partida. Como nos tempos de Cruyff todos dizem:  OBRIGADO.

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Was a long and dark December From the rooftops I remember There was snow, white snow Clearly I remember from the windows They were watching while we froze Down below

dezembro 16, 2008

Há letras inúteis e letras dispensáveis, dizia ele. Que serviço diverso prestam o d e o t? Têm quase o mesmo som. O mesmo digo do b e do p, o mesmo do s, do c e do z, o mesmo do k e do g, etc. São trapalhices caligráficas. Veja os algarismos: não há dois que façam o mesmo ofício; 4 é 4, e 7 é 7. E admire a beleza com que um 4 e um 7 formam esta coisa que se exprime por 11. Agora dobre 11 e terá 22; multiplique por igual número, dá 484, e assim por diante. Mas onde a perfeição é maior é no emprego do zero. O valor do zero é, em si mesmo, nada; mas o ofício deste sinal negativo é justamente aumentar. Um 5 sozinho é um 5; ponha-lhe dois 00, é 500. Assim, o que não vale nada faz valer muito, coisa que não fazem as letras dobradas, pois eu tanto aprovo com um p como com dois pp.

Dom Casmurro (Capítulo XCIV: Idéias Aritméticas) por Machado de Assis

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Scared of losin’ all the time He wrote it in a letter? He was a friend of mine He heard you could see your future Inside a glass of water With ripples and the rhymes He asked ‘Will I see heaven in mine?’

dezembro 6, 2008


Inovar…

Inovar é antecipar, antever, antenar

É transfomar amanhã em hoje

Inovar é uma trilha no meio do óbvio

Um colírio na vista cansada da mesmice

É uma janela sempre aberta para o que ninguem viu ainda

Inovar é passar a bola no meio das pernas das expectativas

A inovação não avisa que vai chegar

Ela chega e pronto…

Novos passos exigem de nós coragem. Novos projetos deixam as tristezas em uma agenda que não se abre mais… Viver requer energia, dedicação, esforço. Lutar por seus ideais, defendê-los quando tudo e todos crescem opondo-se ao seu redor contrários e resistentes. As verdadeiras convicções do homem se dão a conhecer em tempos de controvérsia e desafios. Tiene que hacer las cosas bien para dar lo mejor. Where they failed i will suceed. La hazaña transciende a la suerte o inspiración de una noche.

Todas essas frases assumem em situações limite um sentido motivacional. Suscitam possibilidades na vida em superar obstáculos, revelam possíveis fórmulas legadas de uma tradição que triunfou e que se manifesta em nós mesmos. A tradição trazida de nossos antepassados que enganaram o tempo ao poder nos transmitir o legado da miséria que não foi repassada por Bras cubas a nenhum descendente seu. Cada ponto da experiência triunfante trazida por nossos antepassados serve de embasamento para superar adversidades e se não for capaz de ultrapassá-las pelo menos servem de pressupostos a nova superação.

Como existencialista compreendo a vida pautada em alguns pilares mais especificamente circunstâncias, decisões e possibilidades. Circunstâncias como condição de tempo refletidas no ser imiscuído no mundo. Ser é tempo (Martin Heidegger). Nós somos e temos nosso próprio tempo (Renato Russo). Decidir demanda saber escolher o que se quer. Tudo isso envolve assunção de responsabilidade e atitude. Como existencialista compreendo as escolhas diante de decisões que exigem assumir responsabilidades. Mas, não tava escrito em lugar algum sobre decisões alheias com reflexos na vida dos outros. Sem nenhuma responsabilidade pudesse ser assumida na existência aparentemente. O que pode implicar  o orgulho nas errôneas decisões tomadas e nenhum reconhecimento que algo feito errado.

Quando chega este momento precisa-se acreditar no que se acha certo, e deve ser feito. Não há espaço para dúvidas. Se estas forem levadas em conta, as dúvidas não fornecerão substrato para o que se quer acreditar, nada do que se faça será suficiente, e por não ser suficiente não há como lutar. No passa nada. No puedes hacer nada!

Ortega y Gasset foi muito feliz quando disse “Eu sou eu e minhas próprias circunstâncias”. Circunstâncias que revelam a condição de ser diante de uma busca vocacionada ao acontecer (Ereignis) da respectiva vida. Tal questão não está nos livros, nem escrita em nenhum lugar, apenas há o sentir de tudo isso. As maiores decisões que um ser humano enfrenta na vida não foi escrita em lugar algum, não está nos livros ou em qualquer canto. Temos apenas nossa própria intuição e tradição indicando o que deve ser feito.

Ortega y Gasset escreveu: “É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.”

É o novo que faz toda a diferença. No início há o novo, mas no final também há novas possibilidades sempre de ser feito um novo fim. Assim como o tempo, o novo não envelhece. Mas para isso requer um dizer criativo(Dichtung) sobre tudo que já foi dito e repetido. Relega a segundo plano a mesmice. Uma atitude inovadora esquece a trilha do óbvio. Fornece possibilidades ao abrir uma janela para o que ninguem viu ainda. Permite nas expectativas do amanhã o sentir e a viabilização do hoje. Enfim, te faz sentir mais perto das realizações, mesmo que seja à proporção da desesperança que seremos capazes de DECIDIR.

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At night it was the bright of the moon with me Time is just floating away Oh rainy day, come ‘round But i love when you come over to the house I love it when you come ‘round to my house…

novembro 24, 2008

In The Midnight Hour.

Quando você é criança, a noite é assustadora

porque há monstros escondidos embaixo da cama.

Quando você cresce, os monstros são diferentes.

Dúvida.

Solidão.

Arrependimento.

Embora, seja mais velho e mais inteligente,

ainda se acha com medo do escuro.

(…)

Dormir.

É a coisa mais fácil de fazer. Você apenas…

Fecha os olhos.

Mas, para muitos de nós…

O sono parece estar fora de alcance.

Queremos, mas não sabemos como conseguir.

Mas quando enfrentamos nossos demônios,

enfrentamos nossos medos…

E recorremos ao outro por ajuda…

A noite não é tão assustadora, porque…

Percebemos que não estamos sozinhos, no escuro.

De tempos em tempos somos obrigados a decidir nossa vida. Escolhemos nossos amores, nossos amigos, a respectiva profissão e o que iremos fazer pelos próximos anos. Hoje ouvi a seguinte frase: “Não é fácil decidir a vida.”

De forma alguma o é. Pois, a vida trata de dar as suas voltas, e cada decisão tomada implica em levar prós e contras, escolher caminhos dos quais nem sempre se é como se imaginou que fosse. Nos vemos enfrentando dúvidas, arrependimentos por decisões tomadas e como se não bastasse ninguém pode decidir a vida de outra pessoa apenas estar ao lado para dar suporte. Ao tomar decisões tomamos sozinhos, somos nós mesmos que iremos enfrentar as consequências.

Dúvidas ao tomar decisões existe e sempre existirá. O que não pode acontecer em hipótese alguma é o caos instituir sua existência. Pois, o caos convidará a dúvida para dentro de tudo que se acredita e se pode fazer lutar. Durante estes dias, não existe monstro maior do que este. Duvidar que algo vai dar certo é natural ninguém possui o dom da predicação e da adivinhação. Mas ninguém pode perder o poder de reagir, de lutar e ter fé. Sem isso não há como sair do inferno das dúvidas.

Algumas vezes batemos de frente com essa luta sem saber que caminho tomar. Alguns não amadurecem, continuam a fazer escolhas inconsequentes das quais qualquer lógica é incapaz de aferir um significado plausível diante de uma compreensão mudana. Ou se conseguiram fazem de tudo para retomar o caminho de quando ainda não tinha tanta experiência. e responsabilidades, mas querem trazer consigo as conquistas propiciadas pela experiência. Alterna-se entre a vivência da independência com suas responsabilidades e o início dos 20 e poucos anos de total pouca responsabilidade, duas fases que nãos e coadunam e não permitem interferência uma da outra. Não é fácil deixar esta fase de transição por tudo que ela representa em suas possibilidades.

Os medos da infância se parecem em muito com o a fase adulta só que com uma nova roupagem. Não mudam em nada. Fernando Anitelli é muito feliz quando diz na música “EU não sei na verdade quem eu sou”: Velhinhos são crianças nascidas faz tempo. Só porque nosso sistema de recompensas neural na fase adulta já não é tão grande quanto na infância, o que coloca tudo numa nova perspectiva, não significa que os nossas possibilidades, em lidar com o que é humano, mudaram.

Como concurseiro tenho aprendido muito com as possibilidades. Cada prova é uma prova. Ricas em possibilidades para deixar os velhos monstros para trás. Cada dia de prova é uma experiência única durante as 12h do dia enfrento a maioria dos meus demônios que me assolam durante toda a preparação. O mais curioso é que anseio por tudo isso.

Na verdade cada noite é rica em possibilidades. Digo a noite, não por haver silêncio, ou render mais. Mas sim, pois no amanhecer que anuncia o dia ao iluminar a vida, as relações nela presente,
revela as escolhas feitas, as falhas naquele plano que parecia ser imbatível e até aonde tudo isso foi. E por incrível que pareça a única coisa que realmente arrefece este embate é uma boa noite de sono. Descansados se tem força para enfrentar novos desafios, sobretudo as quebras nas expectativas nos planos que foram traçados durante a noite.

Problema mesmo, é quando o dia não é suficiente para conter suas próprias preocupações. Sem pedir licença invade o meio da noite, o único momento em que se pode sentir que todas as coisas são possíveis. De fato dormir é algo tão simples, mas quando suas preocupações te tiram a segurança conquistada e deixa sua própria casa as coisas ficam realmente difíceis. O sono parece estar fora de alcance e promove sempre um embate entre o que realmente importa na hora de conseguir decidir a vida.

Talvez, por tudo isso seja muito difícil decidir a vida. Mas, hoje é uma nova noite cheia de possibilidades. Quem sabe, se não é o momento em que sendo tudo possível se possa ser como se é e reconhecer-se como tal.
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A warning sign You came back to haunt me and I realized…

setembro 14, 2008

É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida”.

(Charles Chaplin)

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But if you never try you’ll never know Just what you’re worth…

setembro 7, 2008

“Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo… e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que sou um sucesso.”

(Michael Jordan Thomas)