Posts Tagged ‘Heidegger’

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Time is on my side, Yes it is…

dezembro 30, 2008

Um homem como todos os demais, incapaz de parar o tempo. O curioso caso de Benjamin Button é a história de um viajante sobre as pessoas e lugares que ele encontra ao longo do seu caminho, os amores, as perdas, as buscas da alegria da vida, das suas tristezas e da morte dos que estão a sua volta.

Sobretudo, o conto versa sobre o que realmente dura além do tempo? Nada dura para sempre. Mas o que importa na vida tem sua intensidade e seu momento. A idéia do filme é genial. Criar um ser humano já nascido velho. Em sua infância Benjamin desfruta de toda compreensão da experiência e dos erros dos que possuem mais vivência. E a medida que o tempo vai caminhando, há um rejuvenescimento do personagem. No final da vida, ao em vez de lamentar não ter vivido tudo que podia, poder de fato realizar a experiência vivida com a força da juventude.

Toda essa originalidade subverte a idéia da frase que me faz ter a angústia do tempo e do reconhecimento de quão limitado sou: “Se a juventude soubesse, se a velhice pudesse” (Henri Estienne). A mudança ocorre na partícula se, ao extirpar os limites da incapacidade humana. Seja em que função sintática for condicional, apassivadora, subordinativa, ou não a frase sem esta angústia deixa a compreensão mais agradável e a vontade para significar.

Sem esse “se” a frase ganha uma nova sintaxe. A idéia do filme faz do “se” o sentir do jogo da linguagem do ser. Como no Teatro Mágico: “Sintaxe a vontade” perante o tempo vivido. Há no filme uma metáfora viva criadora de seu próprio significado confortador, no melhor estilo de Paul Ricoeur.

A metáfora da juventude vivida sem sua inexperiência, mas com sua garra de sempre poder expandir e vivenciar novos horizontes, depois da passagem do tempo. É como ter mais um Ás na manga para enganar o tempo, não só se restringindo à ter filhos e poder fazer deles algo melhor do que fomos. É poder cantar Amor pra Recomeçar pensando que o cedo não se resumi a um início:

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois, toda idade tem
Prazer e medo…
Se no filme No Country for Oldmen (Onde os fracos não tem vez) o tempo foi revelado na arte revelando a perseguição inautêntica perante o ser humano. The Curious Case of Benjamin Button é a forma mais ilustrativa do que consta em Tempo e Ser de Martin Heidegger: “Ser é tempo”. A história desvela o quão importante é reconhecer e respeitar o próprio tempo. Não é apenas dizer tudo tem seu tempo. Dizer isto, resume-se a nomear o tempo e nada mais.

Em Tempo e Ser, Heidegger diz:

Nomeamos o tempo, quando dizemos: “Cada coisa tem seu tempo”. Isso quer dizer: cada coisa, que sempre é a seu tempo, cada ente vem e vai em tempo certo e permanece por algum tempo durante o tempo que lhe é dado por parte. Cada coisa tem seu tempo.”

A história faz o sentir do tempo de oportunidades legadas pela vida. É dizer, o tempo do kairós. O filme tem um trecho de grande significação. Como Benjamin não se permitiu acompanhar a história de sua filha, deixou para ela o mais importante aprendizado obtido desde a época de seu nascimento.

A sua existência ensina o fazer perceber o que realmente importa na vida. O valer a pena não pode ser conciliado com o tempo de Cronos. Pois, as oportunidades sempre se pautam em um acontecer do kairós. Ser quem realmente se quer ser. Não importa apenas ser no interior de sua personalidade, mas sim externar isso de modo a reconhecer e agir como tal.

O filme revela nunca ser tarde para começar novos projetos deixando as tristezas em uma agenda que não se abre mais. Importa ter mais energia e amor pelo feitos vividos, do que se preocupar com contigências. É possível a cada experiência vivida de tempos em tempos se possa mudar o que se acredita, mas há o livre arbítrio para permanecer igual. A verdade é que diante de assuntos da vida não há tantas regras quanto se imagina. Talvez, regras mesmo sejam importante para a convivência, mas não para o viver.

A grande mensagem do filme aborda a preocupação tão constante em alguns, a perda de tempo. Nunca se perde tanto quando dedica-se a algo que deu errado. O tempo é um dos bens mais preciosos do ser humano. Mesmo assim, até mesmo na sua perda que haja a possibilidade de fazer e dar o melhor de si mesmo. Talvez, esta seja a grande diferença a ser feita para dar intensidade e relevo as marcas deixadas pelo tempo. Como Vinícius de Moraes em “soneto do amor”: Mas que seja infinito enquanto dure. Neste caso que seja intenso para marcar.

(The Curious Case of Benjamin Button)

For what´s worth it is never to late, or in my case to early
Be who ever you wanna be
There´s no time limit start whatever you want
You can change or stay the same
There are no rules to this thing
You can make the best of waste time
I hope you make the best of it
I hope you see things that startle you
I hope you feel things that you never felt before
I hope meet people with different point of view
I hope you live a life you proud of
if you find that you´re not, i hope you have strength to start all over again…

Para o que vale a pena nunca é tarde demais, ou no meu caso cedo
Seja quem você quiser ser
Não há um limite no tempo para começar o que você quer
Você pode mudar ou permanecer o mesmo
Não há regras para isso
Você pode fazer o melhor da perda do tempo
Eu espero que você faça o melhor disso
Eu espero que você veja coisas que te surpreendam
Eu espero que você sinta coisas que você nunca sentiu antes
EU espero que você conheça pessoas com diferentes pontos de vista
Eu espero que você viva uma vida que te orgulhe
E se você descobrir que não, espero que você tenha forças para começar tudo denovo…

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Scared of losin’ all the time He wrote it in a letter? He was a friend of mine He heard you could see your future Inside a glass of water With ripples and the rhymes He asked ‘Will I see heaven in mine?’

dezembro 6, 2008


Inovar…

Inovar é antecipar, antever, antenar

É transfomar amanhã em hoje

Inovar é uma trilha no meio do óbvio

Um colírio na vista cansada da mesmice

É uma janela sempre aberta para o que ninguem viu ainda

Inovar é passar a bola no meio das pernas das expectativas

A inovação não avisa que vai chegar

Ela chega e pronto…

Novos passos exigem de nós coragem. Novos projetos deixam as tristezas em uma agenda que não se abre mais… Viver requer energia, dedicação, esforço. Lutar por seus ideais, defendê-los quando tudo e todos crescem opondo-se ao seu redor contrários e resistentes. As verdadeiras convicções do homem se dão a conhecer em tempos de controvérsia e desafios. Tiene que hacer las cosas bien para dar lo mejor. Where they failed i will suceed. La hazaña transciende a la suerte o inspiración de una noche.

Todas essas frases assumem em situações limite um sentido motivacional. Suscitam possibilidades na vida em superar obstáculos, revelam possíveis fórmulas legadas de uma tradição que triunfou e que se manifesta em nós mesmos. A tradição trazida de nossos antepassados que enganaram o tempo ao poder nos transmitir o legado da miséria que não foi repassada por Bras cubas a nenhum descendente seu. Cada ponto da experiência triunfante trazida por nossos antepassados serve de embasamento para superar adversidades e se não for capaz de ultrapassá-las pelo menos servem de pressupostos a nova superação.

Como existencialista compreendo a vida pautada em alguns pilares mais especificamente circunstâncias, decisões e possibilidades. Circunstâncias como condição de tempo refletidas no ser imiscuído no mundo. Ser é tempo (Martin Heidegger). Nós somos e temos nosso próprio tempo (Renato Russo). Decidir demanda saber escolher o que se quer. Tudo isso envolve assunção de responsabilidade e atitude. Como existencialista compreendo as escolhas diante de decisões que exigem assumir responsabilidades. Mas, não tava escrito em lugar algum sobre decisões alheias com reflexos na vida dos outros. Sem nenhuma responsabilidade pudesse ser assumida na existência aparentemente. O que pode implicar  o orgulho nas errôneas decisões tomadas e nenhum reconhecimento que algo feito errado.

Quando chega este momento precisa-se acreditar no que se acha certo, e deve ser feito. Não há espaço para dúvidas. Se estas forem levadas em conta, as dúvidas não fornecerão substrato para o que se quer acreditar, nada do que se faça será suficiente, e por não ser suficiente não há como lutar. No passa nada. No puedes hacer nada!

Ortega y Gasset foi muito feliz quando disse “Eu sou eu e minhas próprias circunstâncias”. Circunstâncias que revelam a condição de ser diante de uma busca vocacionada ao acontecer (Ereignis) da respectiva vida. Tal questão não está nos livros, nem escrita em nenhum lugar, apenas há o sentir de tudo isso. As maiores decisões que um ser humano enfrenta na vida não foi escrita em lugar algum, não está nos livros ou em qualquer canto. Temos apenas nossa própria intuição e tradição indicando o que deve ser feito.

Ortega y Gasset escreveu: “É, pois, falso dizer que na vida «decidem as circunstâncias». Pelo contrário: as circunstâncias são o dilema, sempre novo, ante o qual temos de nos decidir. Mas quem decide é o nosso carácter.”

É o novo que faz toda a diferença. No início há o novo, mas no final também há novas possibilidades sempre de ser feito um novo fim. Assim como o tempo, o novo não envelhece. Mas para isso requer um dizer criativo(Dichtung) sobre tudo que já foi dito e repetido. Relega a segundo plano a mesmice. Uma atitude inovadora esquece a trilha do óbvio. Fornece possibilidades ao abrir uma janela para o que ninguem viu ainda. Permite nas expectativas do amanhã o sentir e a viabilização do hoje. Enfim, te faz sentir mais perto das realizações, mesmo que seja à proporção da desesperança que seremos capazes de DECIDIR.

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Nesse jogo de reflexos a certeza me distrai… part 2

agosto 24, 2008


A linha que divide a maldade da franqueza, nas nossas relações cotidianas, se chama intenção. Quais são nossas intenções por detrás das palavras aparentemente sinceras que proferimos?
Ajudar o outro? Abrir seus olhos? Mostrar-lhe um novo ponto de vista? Ou apenas humilhar o outro para disfarçar nossa própria pequenez? Ou tudo isso ao mesmo tempo? Com um naco de reflexão, aposto que manteríamos nossas bocas bem mais fechadas.

Stella Florence (http://itodas.uol.com.br/)

Heráclito também disse quase a mesma coisa: “A verdadeira constituição das coisas gosta de ocultar-se.” Quando ele diz a verdadeira constituição refere-se ao Ser, tal qual feito por Heidegger, quando afirma: “(…) a analítica existencial do Dasein mobiliza igualmente uma tarefa, cuja urgência não é menor que a questão do ser, a saber, a liberação do a priori, que se deve fazer visível, a fim de possibilitar a discussão filosófica da questão ‘o que é o homem.”

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And everything is you Me you, you me, it’s all related What’s a boy to do? Just be darling and I will be too Faithful to you

junho 27, 2008

A busca por uma autenticidade possível confere dignidade e sentido à nossa vida.
Ernest Sarlet

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Lovers, keep on the road you’re on Runners, until the race is run Soldiers, you’ve got to soldier on Sometimes even right is wrong

junho 20, 2008

“O racional é real e o real é racional”.
Georg Friedrich Hegel

Segundo um professor que tive na faculdade, esta frase foi o que dispertou em Martin Heidegger toda a sua filosofia, ou pelo menos um de seus passos.

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It’s how you look, and how you feel You must have a heart of steel. Why do I keep fuckin’ up?

abril 16, 2008

“Sem embargo, o pensamento nunca cria a casa do Ser. Ele apenas acompanha a ec-sistência Histórica, isto é, a humanitas do homo humanus, para o domínio onde surge o salvo (das Heile). Com o salvo, principalmente, aparece na clareira do Ser, o mal, cuja Essência não está na simples ruindade da ação humana, mas repousa na maldade da grima (Grimm). Ambos, o salvo e a grima, contudo, só se podem essencializar no Ser, enquanto o próprio Ser é a disputa (das Strittige). É aqui que se esconde a proveniência Essencial do vigor do não (Nichten).”

Em Cartas sobre o Humanismo (Martin Heidegger).

Grima quer dizer: “sentimento de agressividade, rancor ou frustração; ódio, raiva. É, sobretudo, a impetuosidade, ação que resulta de força sem levar em consideração as conseqüências de atitudes e decisões.

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And you know it’s time to go through the sleet and driving snow across the fields of mourning to a light’s in the distance And you hunger for the TIME.

abril 9, 2008

“Uma fronteira não é o ponto onde algo termina, mas, como os gregos reconheceram, a fronteira é o ponto a partir do qual algo começa a se fazer presente.”.
(Martin Heidegger, Building, Dwelling, Thinking)