Posts Tagged ‘Neil Young’

h1

The good times are all gone So I’m bound for moving on

abril 18, 2008

A Inteligência não é o Fundo do nosso Ser


A inteligência não é o fundo do nosso ser. Pelo contrário. É como uma pele sensível, tentacular que cobre o resto do nosso volume íntimo, o qual por si é sensu stricto ininteligente, irracional. Barrès dizia isto muito bem: L’intelligence, quelle petite chose à la surface de nous. Aí está ela, estendida como um dintorno sobre o nosso ser mais interior, dando uma face às coisas, ao ser – porque o seu papel não é outro senão pensar as coisas, pensar o ser, o seu papel não é ser o ser, mas reflecti-lo, espelhá-lo. Tanto não somos ela que a inteligência é uma mesma em todos, embora uns dela tenham maior porção que outros. Mas a que tiverem é igual em todos: 2 e 2 são para todos 4. Por isso Aristóteles e o averroísmo acreditaram que havia um único noûs ou intelecto no Universo, que todos éramos, enquanto inteligentes, uma só inteligência. O que nos individualiza está por de trás dela.


Ortega y Gasset, in ‘O Que é a Filosofia?’
h1

Here We Are In The Years

abril 16, 2008

“Tell Me Why”

Sailing heart-ships thru broken harbors
Out on the waves in the night
Still the searcher
must ride the dark horse
Racing alone in his fright.
Tell me why, tell me why

Is it hard to make
arrangements with yourself,

When you’re old enough to repay
but young enough to sell?

Tell me lies later,
come and see me
I’ll be around for a while.
I am lonely but you can free me
All in the way that you smile
Tell me why, tell me why

Is it hard to make
arrangements with yourself,
When you’re old enough to repay

but young enough to sell?

Tell me why, tell me why
Tell me why, tell me why

h1

It’s how you look, and how you feel You must have a heart of steel. Why do I keep fuckin’ up?

abril 16, 2008

“Sem embargo, o pensamento nunca cria a casa do Ser. Ele apenas acompanha a ec-sistência Histórica, isto é, a humanitas do homo humanus, para o domínio onde surge o salvo (das Heile). Com o salvo, principalmente, aparece na clareira do Ser, o mal, cuja Essência não está na simples ruindade da ação humana, mas repousa na maldade da grima (Grimm). Ambos, o salvo e a grima, contudo, só se podem essencializar no Ser, enquanto o próprio Ser é a disputa (das Strittige). É aqui que se esconde a proveniência Essencial do vigor do não (Nichten).”

Em Cartas sobre o Humanismo (Martin Heidegger).

Grima quer dizer: “sentimento de agressividade, rancor ou frustração; ódio, raiva. É, sobretudo, a impetuosidade, ação que resulta de força sem levar em consideração as conseqüências de atitudes e decisões.