Posts Tagged ‘Ser’

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Algo fue Mío

janeiro 16, 2009

No soy nada
Si algo tuve, ya me lo han quitado
No tengo nada si algo fue mio
Ya me lo han robado

Quizá no me queda nada
Una nada que se esconde en el hueco
De mi corazón

Quien me ha dado esto
Que no pedí
Nunca fui
Lo que quieren de mí

Quien me ha quitado esto
Todo lo que fui
Nunca fui lo que quieren de mí
Nunca fui lo que quieren de mí

No mienten aun
Sé quien soy
Me han hecho aun lado
No, nada soy
Por que del mundo me han desterrado

Quizas no me queda nada
Un espia que se esconde en el hueco
De mi corazón

Quien me ha dado esto ?!?!?!

Julieta Venegas – Algo fue mío

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This time, this time, Turning white and senses dire…

dezembro 21, 2008

Ensaio Sobre a Cegueira (BlindNess)

I dont wanna know what you look like…
And how can we know which other.
I know that part inside of you with no name
and thats what we “are”, right ?!?!?

Eu não quero saber como você se parece…
E como poderemos nos conhecer.
Eu conheço aquela parte dentro de você sem nome
E isto é o que nós “somos”, certo ?!

O que realmente importa ver?
Ao som de: Beirut – My Family’s Role In The World Revolution

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Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu…

novembro 10, 2008

… conhece a ti mesmo, isto é , conhece o que tu és e sê como tu te reconheceste…

Martin Heidegger em Introdução a Filosofia
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Nesse jogo de reflexos a certeza me distrai… part 2

agosto 24, 2008


A linha que divide a maldade da franqueza, nas nossas relações cotidianas, se chama intenção. Quais são nossas intenções por detrás das palavras aparentemente sinceras que proferimos?
Ajudar o outro? Abrir seus olhos? Mostrar-lhe um novo ponto de vista? Ou apenas humilhar o outro para disfarçar nossa própria pequenez? Ou tudo isso ao mesmo tempo? Com um naco de reflexão, aposto que manteríamos nossas bocas bem mais fechadas.

Stella Florence (http://itodas.uol.com.br/)

Heráclito também disse quase a mesma coisa: “A verdadeira constituição das coisas gosta de ocultar-se.” Quando ele diz a verdadeira constituição refere-se ao Ser, tal qual feito por Heidegger, quando afirma: “(…) a analítica existencial do Dasein mobiliza igualmente uma tarefa, cuja urgência não é menor que a questão do ser, a saber, a liberação do a priori, que se deve fazer visível, a fim de possibilitar a discussão filosófica da questão ‘o que é o homem.”

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Amadurecência

julho 8, 2008


Sina nossa
minha senhora,
És de lua e beleza
És um pranto do avesso
És um anjo em verso
em presença e peso

atrevo me atravesso
pra perto do peito teu
teu sagrado em tua besteira
teu cuidado em tua maneira
de descordar da dor
de descobrir abrigo
entre tanto amor
entretanto a dúvida

a música que casou
com um certo surto que não veio
há uma alma em mim,
há uma calma que não condiz…
com a nossa pressa!
com o resto que nos resta
lamentavelmente eu sou assim…
um tanto disperso
Às vezes desapareço
pois depois recomeço
mas antes me esqueço

nossa sina é se ensinar…
a sina nossa é…
nossa sina é se ensinar…
a sina nossa…

minha senhora diz:
bons ventos para nós
para assim sempre
soprar sobre nós…

Teatro Mágico – 2° Ato

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Come to decide that the things that I tried were in my life just to get high on.

maio 5, 2008


“No mais profundo de si mesmo, o nosso ser
rebela-se em absoluto contra todos os limites.

Os limites físicos são-nos tão insuportáveis quanto
os limites do que nos é psiquicamente possível:
não fazem verdadeiramente parte de nós.
Circunscrevem-nos mais estreitamente do que
desejaríamos.

Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.

Se você quer uma vida, aprenda … a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!”

(Lou Salomé)

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The good times are all gone So I’m bound for moving on

abril 18, 2008

A Inteligência não é o Fundo do nosso Ser


A inteligência não é o fundo do nosso ser. Pelo contrário. É como uma pele sensível, tentacular que cobre o resto do nosso volume íntimo, o qual por si é sensu stricto ininteligente, irracional. Barrès dizia isto muito bem: L’intelligence, quelle petite chose à la surface de nous. Aí está ela, estendida como um dintorno sobre o nosso ser mais interior, dando uma face às coisas, ao ser – porque o seu papel não é outro senão pensar as coisas, pensar o ser, o seu papel não é ser o ser, mas reflecti-lo, espelhá-lo. Tanto não somos ela que a inteligência é uma mesma em todos, embora uns dela tenham maior porção que outros. Mas a que tiverem é igual em todos: 2 e 2 são para todos 4. Por isso Aristóteles e o averroísmo acreditaram que havia um único noûs ou intelecto no Universo, que todos éramos, enquanto inteligentes, uma só inteligência. O que nos individualiza está por de trás dela.


Ortega y Gasset, in ‘O Que é a Filosofia?’